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Domingo Cult: Agnus Dei, por Tullia Maria

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Domingo Cult: Resenhas que vão ao ar "quinzenalmente" aos domingos, feitas pela colaboradora @TulliaMaria

Olá pessoal!! Tudo bem?

Faz muito tempo que não temos um Domingo Cult, não é mesmo? Como eu me mudei e fiquei sem Internet, acabei não podendo postar por um tempo... E isso acabou coincidindo com a correria da faculdade da Rapha, o que fez a nossa coluna ficar desatualizada!

A resenha de hoje é muito especial: Além de se tratar de um livro nacional, cedido pela própria autora, e que excedeu as minhas expectativas, é também a última postagem da nossa coluna! :/

Gostaria de agradecer a todos que prestigiaram os meus textos, tanto da Fique Por Dentro quanto da Domingo Cult, e que sempre passavam por aqui para deixar a sua opinião! Aos leitores queridos, companheiras de blog e autores parceiros: muito obrigada mesmo!!

À Rapha, que me deu essa oportunidade, estou muito agradecida!! Florzinha, você foi uma companheira de blog maravilhosa, assim como tem sido minha amiga!!

Mas vamos à resenha de hoje, não é mesmo? Tomara que gostem!!

Até mais ver!! Espero que nos encontremos mais algumas vezes no mundo da literatura!! Quem sabe não faço umas postagens ocasionais por aqui também? :)

Grande beijo e, mais uma vez, muito obrigada!!

Tullia Maria

Agnus Dei – A Idade do Sangue, de Ju Costa


“Quem tem coragem para sair do convencional pode aproveitar coisas que as outras pessoas nem sonham que existem”

Domingo Cult | Ponto de Impacto, Dan Brown

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Domingo Cult: Resenhas que vão ao ar mensalmente, todo 2º domingo, feitas pela florzinha @TulliaMaria. Confira!
Olá, pessoal!

A resenha de hoje é sobre um livro que estava na minha lista há meses: Ponto de Impacto, de Dan Brown. Já havia tentado lê-lo anteriormente, mas não consegui! Dessa vez, parece que o momento era perfeito!

Como já li as demais obras do autor, posso dizer que considero esta a sua segunda melhor, só não superando Anjos e Demônios. E também que espero, sinceramente, que ele venha a se tornar um filme, não só para “clarear” algumas passagens, mas porque é um thriller promissor.

Agora vamos à resenha? Espero que gostem...

Beijos,
Tullia Maria

Ponto de Impacto, de Dan Brown

“Na política, seu mundo inteiro pode mudar de uma hora para outra.”

Domingo Cult | Sonhos de Umas Férias de Verão

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Domingo Cult: Resenhas que vão ao ar "quinzenalmente" aos domingos, feitas pela colaboradora @TulliaMaria Obs: Um pouquinhoatrasada desta vez, rsrs :P
Olá, pessoal!!

Primeiro Domingo Cult de 2013!! E para vocês que estão de férias (Pois é, eu não estou!), nada melhor do que um livro ambientado nessa época...

Espero que gostem da minha dica de leitura, pois foi uma bela surpresa que a Rocco (nossa parceira) me proporcionou!

Feliz Ano Novo para todos vocês!!

Não se esqueçam de comentar, ok?

Beijo grande,

Tullia Maria
Sonhos de Umas Férias de Verão, de Gustavo Reiz


“Mas a estrada da vida é longa e, sem dúvida, surpreendente.”

Domingo Cult | O Homem que Matou Getúlio Vargas - Jô Soares

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Domingo Cult: Resenhas que vão ao ar "quinzenalmente" aos domingos, feitas pela colaboradora @TulliaMaria

Olá, pessoas! :D Tudo bem??

Preciso dizer o quanto estou feliz com a volta do blog? Estava com uma saudade imensa de escrever para vocês...

Mesmo com as mudanças que a Rapha anunciou para o blog, eu vou continuar responsável pela Domingo Cult, postando resenhas quinzenalmente! Qualquer coisa nova, vocês vão ficar sabendo logo, logo!

Obrigada pela visita e vamos continuar torcendo para que o Doce Encanto não precise mais fazer pausas...

Grande beijo,
Tullia Maria

O Homem que Matou Getúlio Vargas, de Jô Soares


“Etnashar esbaa!Etnashar esbaa!”

[Domingo Cult] Cilada

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Domingo Cult: Resenhas que vão ao ar "quinzenalmente" aos domingos, feitas pela colaboradora @TulliaMaria
Saiba + sobre o livro
 “Muitas vezes na vida somos obrigados a fazer julgamentos que não gostaríamos de fazer. E queremos que eles sejam fáceis. Queremos confiar as pessoas em categorias bem definidas, anjos ou monstros, mas quase sempre o buraco é mais embaixo: a verdade está em algum lugar entre dois extremos . E esse é o problema. Os extremos são bem mais fáceis.”

[Domingo Cult] 4 de Julho, James Patterson

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Domingo Cult: Resenhas que vão ao ar quinzenalmente aos domingos, feitas pela colaboradora @TulliaMaria
Sinopse: Lindsay Boxer é uma policial exemplar. Chefe do Departamento de Homicídios da Polícia de São Francisco, a tenente recebeu várias medalhas e menções honrosas durante seus 10 anos de serviço. Ao fim de um cansativo dia de trabalho, Lindsay se encontra com Claire Washburn e Cindy Thomas num bar. As três amigas compõem o Clube das Mulheres contra o Crime, grupo que tenta solucionar os casos ocorridos na cidade. Após alguns drinques, a tenente recebe uma ligação do inspetor Warren Jacobi. Ele acaba de localizar um veículo suspeito, visto na cena de um crime. Em poucos minutos Lindsay está no carro de Jacobi, cruzando a cidade na cola de um Mercedes preto. Depois de uma longa perseguição, a
abordagem policial acaba fugindo do controle. [...]

[Terça-feira Cult] Roubada, Lesley Pearse

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Olá, pessoal!


Faz exatamente um ano que postei aqui pela primeira vez! É isso mesmo... Há um ano, escrevi o primeiro Domingo Cult, que marcou minha entrada na família Doce Encanto! E me lembro até hoje da ansiedade, do nervosismo que tomava conta de mim e do número de vezes que abri a página do blog para ver quando a postagem iria ao ar!

Desde então, muitas coisas aconteceram... A coluna continuou (mesmo aos trancos em barrancos... rsrsrs), eu também assumi a Fique Por Dentro e pude entrevistar pessoas especiais... O blog também cresceu, tanto em popularidade, quanto em colaboradores.

A questão é que, desde que eu percebi que esse 24 de julho era especial, que comecei a pensar no que poderia fazer para vocês! “Ora, - vocês logo diriam – uma promoção”. Bom, promoções são com a Rapha (né, Florzinha?? :D)... E eu estava pensando mesmo em como seria o post comemorativo.

Apesar da variedade de ideias que passaram pela minha cabeça, acredito que a melhor forma de presentear vocês é com um Domingo Cult especial... Ou, melhor dizendo, uma Terça Cult. Afinal, foi escrevendo resenhas que vocês me conheceram e, até então, parece que gostam!

Para terminar, gostaria de agradecer imensamente a todos que sempre leram e comentaram em meus textos. E também por me aguentarem por tanto tempo! Alguns de vocês inclusive, pela frequência com que deixavam suas opiniões, acabaram se tornando meus amigos. E pode ser que vocês não saibam, mas eu respondo a cada um dos comentários (podem conferir nos posts antigos!).

Então vamos lá? Vamos aproveitar mais uma resenha feita com todo o carinho?

Um grande beijo,
Tullia Maria

[Domingo Cult] Alta Tensão, Harlan Coben

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Domingo Cult: Resenhas que vão ao ar quinzenalmente aos domingos, feitas pela colaboradora @TulliaMaria
Oi, gente!!

A resenha que eu trago hoje é de um livro escrito por Harlan Coben, autor que vem me acompanhando nesse período de greve aqui na Bahia! Como vocês sabem, eu adoro tramas policiais e aproveitei o tempo livre para conhecer algumas obras desse escritor que me surpreende a cada leitura.

Vamos curtir uma “Alta Tensão”?

Espero que gostem e deixem suas opiniões!

Beijo grande,
Tullia Maria
+ Informações

[Domingo Cult] Carnaval, Luiza Trigo

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Olá, gente! Tudo bom?

A Domingo Cult de hoje traz um livro muito especial, pois marca o início da minha parceria com a Rocco! É isso mesmo! E a julgar por essa primeira experiência, acho que muitas outras opiniões positivas virão!

E então, vamos curtir esse “Carnaval”?

Não deixem de deixar suas opiniões e sugestões!!

Beijo,
Tullia Maria

Carnaval, de Luiza Trigo

+ Informações
“Ele veio em minha direção e me abraçou. (...) E o que eu temia antes aconteceu. Naquele momento exato, a angústia e a dor que sentia ganharam outro nome. (..) Eu estava loucamente apaixonada. Não tinha mais jeito.”

[Domingo Cult] O Reverso da Medalha

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O Domingo Cult de hoje é sobre um livro que, se não fosse a indicação de uma professora minha, eu provavelmente não leria! E que bom que ela me indicou “O Reverso da Medalha”! Espero que vocês gostem da resenha e também se interessem por mais esse sucesso de Sidney Sheldon!
Não se esqueçam de deixar suas opiniões na área de comentários, ok?
Beijo,
Tullia Maria

~ ♥ ~ O Reverso da Medalha, de Sidney Sheldon ~ ♥ ~

“Mas é claro que Kate saberia o preço de qualquer homem. Wilde podia estar se referindo a Kate quando falara de alguém que sabia o preço de tudo, mas não conhecia o valor de nada. Tudo sempre fora pela companhia. E a companhia era Kate Blackwell.”
 

[Domingo Cult] FEBEAPÁ, por Tullia Maria

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Oi, pessoal!

A Domingo Cult de hoje é especial! Hoje eu trago uma das obras que mais me intrigaram e me fizeram refletir nos últimos tempos!
 
Espero que gostem da resenha e tenham vontade de ler Febeapá! :)
 
Obrigada por tudo!!
 
Beijão,
Tullia Maria


 
Autor: Stanislaw Ponte Preta
 
 
Sinopse: Segundo o autor, é difícil precisar o dia em que o Festival de Besteira que Assola o País começou. Este livro do aclamado Stanislaw Ponte Preta, heterônimo de Sérgio Porto, é uma reação cômica, irreverente, à mediocridade política da época, que embora tenha sido lançado em 1966, adapta-se muito bem aos dias de hoje. O livro, que era editado em três volumes, agora é um só.

 
 
"É difícil ao historiador precisar o dia em que o Festival de Besteira começou a assolar o País. Pouco depois da "redentora", cocorocas de diversas classes sociais e algumas autoridades que geralmente se dizem "otoridades", sentindo a oportunidade de aparecer, já que a "redentora", entre outras coisas, incentivou a política do dedurismo (corruptela de dedo-durismo, isto é, a arte de apontar com o dedo um colega, um vizinho, o próximo enfim, como corrupto ou subversivo — alguns apontavam dois dedos duros, para ambas as coisas), iniciaram essa feia prática, advindo daí cada besteira que eu vou te contar".

Você já pensou em ter uma aula de História do Brasil e ainda se divertir? Ou descobrir um pouco do cotidiano da Ditadura Militar enquanto se impressiona com as besteiras que civis e militares aprontavam? Pois FEBEAPÁ, obra de Stanislaw Ponte Preta¹, alter ego de Sérgio Porto, consegue cumprir perfeitamente a função de informar e entreter.

Escrito durante os primeiros anos da Ditadura, iniciada com o golpe que o autor chamava “carinhosamente” de Redentora, a trilogia reúne uma série de crônicas que narram alguns dos mais interessantes e bizarros acontecimentos da época. Quer alguns exemplos? Nomeações de defuntos para cargos públicos, atitudes duvidosas de políticos, cenas de “puxa-saquismo”, entre outros, tudo isso carregado de bastante ironia e de crítica à censura que imperava no período.

Contando casos de anônimos e famosos, dos quais Ponte Preta não se preocupava em ocultar o nome, o autor tentava driblar a censura imposta pelos “cocorocas” e apresentar os resultados colhidos pela Pretapress, sua “agência de informações”. Além disso, FEBEAPÁ também cita importantes órgãos e siglas utilizadas na época que, se acompanhados de uma pesquisa mais aprofundada, podem se transformar em um importante instrumento de estudo.

Essa trilogia é ainda uma oportunidade de rever algumas das já consagradas personalidades criadas pelo escritor, entre as quais estão: Tia Zulmira, com suas importantes considerações e frases “filosóficas”, Primo Altamirando, o mau-caráter, Bonifácio Patriota, o apaixonado pela nação, e Rosamundo, o sempre distraído. Entre personagens tão características e tão brasileiras, você provavelmente irá reconhecer alguém!

O prefácio escrito por Millôr Fernandes e o posfácio de Berenice Cavalcante são um dos grandes pontos altos da trilogia. No primeiro, o leitor é convidado, através de um grande amigo de Sérgio Porto, a conhecer um pouco mais da conturbada vida do escritor. Já o posfácio, com um ar mais acadêmico, destaca a importância do trabalho de Stanislaw e complementa a obra com mais histórias do Brasil.

Outro aspecto que merece destaque são as frases de abertura de cada livro, que, acompanhadas de imagens sugestivas, dão um indício do que pode se esperar das crônicas. A primeira (“Ou o Brasil acaba com a besteira, ou a besteira acaba com o Brasil”), em especial, é um alerta para os brasileiros, servindo não apenas para os leitores da década de 60, mas também para os de hoje em dia.

FEBAPÁ é uma dica perfeita para quem deseja passar horas se divertindo com algumas das mais pitorescas histórias do Brasil. Mas ele é bem mais que isso: É uma oportunidade de refletir sobre o nosso país, sobre os problemas que persistem e as besteiras que não desistem de aparecer. E me perdoem os que acreditam que ser a 6ª potência econômica do mundo significa alguma coisa. O “Festival de Besteira que Assola o País” é bem mais atual do que parece. E em meio a tanta hipocrisia, ainda nos garante boas risadas. Uma ótima leitura!

Stanislaw Ponte Preta¹: Também autor da música “Samba do Crioulo Doido” e do livro “As Cariocas”, que inspirou a série da Rede Globo.
 
 
 
 
 
 
 
Sobre a colunista: 
Tullia Maria Erseni, tem 16 anos, cursa o 3º ano do Ensino Médio e mora no interior da Bahia. É bem capricorniana e uma das suas maiores paixões são os livros!

[Domingo Cult, por Tullia Maria] Confissões de Um Turista Profissional

12 comentário(s)
Oi, gente!


A resenha de hoje é bem curtinha, viu? Porque, como se trata de um livro de crônicas, não tive como me alongar muito no enredo. Espero que gostem e deixem sua opinião!

Caso queiram deixar sugestões, fiquem à vontade. :)

Muito obrigada pela atenção que vocês sempre dedicam à coluna!

Beijão,

Tullia Maria

♥ Resenha ♥


Autor: Kiko Nogueira
Editora: Novo Conceito
Skoob: aqui.

Sinopse: Leia aqui!

Surpresa. Não há palavra melhor para definir a minha reação ao iniciar a leitura de “Confissões de Um Turista Profissional”, livro de Kiko Nogueira que reúne 37 crônicas sobre assuntos variados. Através de um alter ego¹ (Jota Pinto Fernandes), o escritor utiliza a sua experiência para escrever textos de uma ou duas páginas que, apesar de descontraídos, não chegam a fazer rir. 

Ao contrário do que a sinopse e o subtítulo dão a entender, os textos não compõem um guia de curiosidades sobre o que pode dar de errado em uma viagem e tampouco trazem dicas de “sobrevivência” para o turista. Alguns até cumprem esse papel, como “Ela Está Rindo de Você”, que aborda como a tão esperada visita ao Museu do Louvre pode não ser tão satisfatória, mas os demais são, na verdade, crônicas que abordam problemas brasileiros (como o turismo sexual e a violência) e questões sobre as quais o autor quis desabafar. 

Apesar de não condizer com a descrição divulgada pela editora, “Confissões” não é um livro a ser deixado de lado. Alguns textos como “Viva o Portunhol” e “Baixo Custo e Baixo Nível” valem verdadeiramente à pena. Não que eles façam com que o livro ingresse na sua lista de favoritos, mas eles garantem alguns momentos agradáveis. 

Uma característica que merece destaque é o prefácio escrito por Tati Bernardi que, de maneira inteligente, consegue brincar com o fato de o autor possuir um alter ego (chato) que faz as críticas que compõem a obra. A maneira como ela inverte as frases e troca as palavras de lugar garantem que o texto, no qual ela explica seu relacionamento com cada um dos dois, adquira um tom lúdico, que combina com o resto da obra. 

Outro ponto forte fica por conta dos títulos, subtítulos e imagens que acompanham cada texto. Os títulos, algumas vezes inusitados (como Ráu Match), não poderiam ser melhores e demonstram que, além de “reclamão”, J.P. também é muito criativo. Já as frases que vem logo abaixo adiantam perfeitamente o que o leitor pode esperar das próximas linhas.

Para quem deseja uma leitura leve e descontraída, o livro de Kiko Nogueira é uma boa opção (para turistas ou não). Enquanto lê as histórias, você não percebe o tempo passar e ainda reflete sobre algumas questões importantes. E como se trata de um livro de crônicas, caso alguma delas lhe desagrade, é só passar para a próxima página e continuar a leitura. Dessa vez você não pode usar a preguiça como desculpa!

Alter Ego¹: "Literariamente é possível definir o alterego como a identidade oculta de um ser fictício ou como um artifício do autor de um livro para se revelar ao leitor na pele de um personagem, de forma discreta e indireta. Em geral ele apresenta muitas das características de seu criador, as quais podem ser descobertas em uma análise mais profunda." (Fonte: InfoEscola)

Sobre a colunista: 
Tullia Maria Erseni, tem 16 anos, cursa o 3º ano do Ensino Médio e mora no interior da Bahia. É bem capricorniana e uma das suas maiores paixões são os livros!

[Domingo Cult, por Tullia Maria] Os Crimes ABC, Agatha Christie

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Olá, pessoal! 

Chegamos à décima resenha do Domingo Cult! \o/ E não preciso esconder a minha felicidade, não, é? Durante todos esses meses eu tive a oportunidade de mostrar o meu trabalho e de contar com os comentários de vocês, que me ajudaram a melhorar (e muito) a coluna. Então, não posso deixar de agradecer a vocês, leitores... Muito obrigada! 

Para comemorar essa marca, resolvi fazer uma resenha de uma das minhas autoras favoritas e que vocês já viram algumas vezes por aqui: Agatha Christie. Espero que vocês gostem e continuem me acompanhando! Posso garantir que é um dos melhores livros dela... 

Grande beijo, 

Tullia Maria 

♥ Resenha ♥

Título: Os Crimes ABC
Autor: Agatha Christie 

O livro no skoob: adicione.

Sinopse: Já aposentado, Hercule Poirot aceita o desafio de desvendar um assassinato cometido por um criminoso que se anuncia com cartas anônimas cheias de menosprezo. O assassino deixa junto de suas vítimas um guia ferroviário. Talvez seja um maníaco por estradas de ferro. Poirot persegue de pista em pista, de letra em letra, o rastro sempre alfabético do inimigo.


“(...) o elemento humano nunca pode ser ignorado.” 

O que a dona de uma tabacaria, uma jovem garçonete e um fazendeiro que moram em diferentes cidades podem ter em comum? Por muito tempo, absolutamente nada. Entretanto quando um perigoso assassino começa agir, a Sra. Ascher, Betty Barnard e Sir Carmichael Clarke se tornam algumas das vítimas dos crimes ABC. 

Assim como já é prenunciado pelo título, a obra retrata a ação de um serial killer que escolhe seus alvos de uma maneira bem peculiar: a partir da inicial do sobrenome. Além de matar as pessoas em ordem alfabética, esse meticuloso criminoso ainda se preocupa com mais um detalhe: o nome da cidade onde deve ocorrer o crime deve começar com a mesma letra da inicial do assassinado. Uma mente muito perspicaz, não? 

Porém, os diferenciais dessa narrativa não param por aí. Dessa vez, o criminoso não tem medo de ser encontrado, na verdade, é ele mesmo que envolve Hercule Poirot na trama. O nosso astuto detetive recebe cartas, assassinadas com as iniciais A.B.C., onde estão indicados os dias e locais do assassinato. E para provar que ele foi realizado, o assassino deixa, junto aos corpos, um guia de viagem ABC¹. 

Nesse policial, onde a mente do leitor é testada mais uma vez, Poirot se depara com um dos seus maiores desafios: encontrar um delinquente que, apesar de não se preocupar em ocultar seus feitos, consegue realizá-los sem deixar grandes pistas. E, ainda mais, encontrar um motivo para tantas mortes. Afinal, um pouco de psicologia pode ajudar muito na solução desse mistério. 

A narração, feita em parte pelo Capitão Hastings (grande amigo de Poirot), em parte em terceira pessoa, permite ao leitor receber informações inicialmente desconhecidas das próprias personagens. Contudo, é preciso utilizá-las corretamente, ou elas podem se transformar em mais uma armadilha. 

Assim como em muitas de suas obras, Agatha faz referências a alguns autores e outros livros seus. Em Os Crimes ABC os escolhidos são Sherlock Holmes, a quem ela critica, e Cartas na Mesa, livro dela publicado no mesmo ano, cujo enredo é descrito quando Poirot fala sobre o que seria um caso interessante. Portanto, os leitores da Dama do Crime terão mais um motivo para se deliciar enquanto lêem a trama, relembrando alguns crimes memoráveis. 

Pouco a pouco, Agatha consegue nos envolver nessa narrativa e desperta em nós uma necessidade de ajudar a encontrar o criminoso, para impedir que ele continue agindo. Entretanto é preciso tomar cuidado, pois a Dama do Crime está mais uma vez pronta para enganar. Somos levados a acreditar que a solução do mistério é bem simples e, inclusive, o leitor pode ficar apreensivo com a demora de Poirot em encontrar uma resposta. Mas é preciso lembrar que as famosas “células cinzentas” do nada modesto detetive surpreendem. 

Um aspecto muito importante na obra é a capacidade de prestidigitação² da autora. Da maneira como ela escreve, somos induzidos a chegar às conclusões que ela deseja. Entretanto, após o espantoso final, se o leitor reler alguns trechos, vai perceber que, na verdade, Agatha não escreveu nada que comprometesse ou apontasse o suposto criminoso. Provavelmente, os que já estão acostumados com os livros dela logo perceberão que a solução não pode ser tão óbvia, mas nada, além da intuição, pode ajudar na descoberta do verdadeiro assassino. 

Para quem gosta de policiais intrigantes, essa é uma ótima dica. A leitura é bem rápida, mas o livro demora um pouco a pegar ritmo. Entretanto, a curiosidade por descobrir o criminoso e seus motivos supera qualquer coisa e faz com que a leitura continue fluindo. Se prepare, pois você provavelmente será surpreendido por uma das melhores obras da Rainha do Crime!! 

Guia de Viagem ABC¹: Guia ferroviário muito conhecido pela abreviatura ABC, pois cita todas as estações e ordem alfabética.

Prestidigitação²: É a arte cênica de entreter e sugestionar uma audiência criando ilusões que confundem, surpreendem e muitas vezes enganam o espectador.



Sobre a colunista:
 

Tullia Maria Erseni, tem 16 anos, cursa o 3º ano do Ensino Médio e mora no interior da Bahia. É bem capricorniana e uma das suas maiores paixões são os livros!

[Domingo Cult, por Tullia Maria] Orgulho e Preconceito, Jane Austen

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♥ Recadinho da Tullia ♥

Olá, pessoal! Quero aproveitar para desejar um ótimo 2012 para todos vocês... Meio atrasado, mas é a primeira vez, desde a virada do ano, que posto aqui! Tudo de melhor para todos!! ;)

Quanto à resenha, dessa vez apresento um livro que considero um verdadeiro achado... Espero que gostem e comentem! Esse ano vou tentar diversificar ao máximo a Domingo Cult, ok?

Suuuper Beijo, 
Tullia Maria

♥ Resenha ♥

Autor: Jane Austen
Editora: L&pm
Nº de páginas: 400
ISBN: 9788525419644
Veja outras versões: aqui.


Adicione no skoob: aqui.


Compre: Saraiva.

Sinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.



" É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro na posse de uma bela fortuna necessita de uma esposa."



Um lugarejo no interior da Inglaterra. Uma família composta por cinco moças de personalidades diferentes. Um pai ausente e uma mãe determinada (ou por que não dizer obcecada?) a casar bem todas as suas filhas. Esses são alguns dos ingredientes de Orgulho e Preconceito, considerado a obra-prima da inglesa Jane Austen.

A rotina da família Bennet sofre alterações com a chegada do Sr. Bingley, que se muda para as redondezas e traz com ele o Sr. Darcy, além de duas irmãs não tão simpáticas. A Sra. Bennet (assim como as outras moradoras da região) vê nessa novidade a oportunidade de casar bem duas de suas cinco filhas, já que os rapazes são bonitos e donos de consideráveis fortunas.

A partir desse ponto a trama se desenrola com uma série de encontros e desencontros, situações forçadas, intrigas, convenções e amor verdadeiro. Desde as primeiras páginas já é possível desvendar um pouco da personalidade das personagens centrais, que variam desde a perspicácia de Elizabeth, até a bondade de Jane, passando pelo gênio influenciável de Bingley e pela timidez e orgulho de Darcy. As preferências também ficam claras e a maneira como os pais declaram gostar mais de uma filha que da outra, apontando seus defeitos e qualidades, é impressionante. 

Mesmo não sendo escrito em primeira pessoa, o ponto de vista predominante na obra é o de Elizabeth, o que considero uma ótima escolha, já que a segunda filha dos Bennet possui um grande poder de observação. Pouco a pouco nos tornamos íntimos de Lizzy (apelido de Elizabeth) e acabamos sendo guiados por suas opiniões, o que nos faz, inclusive, tirar conclusões precipitadas e cometer os mesmos erros de julgamento que ela.

Confesso que tive grande receio ao comprar o livro, pois não sou muito fã de romances históricos, mas ao ler as primeiras linhas da obra, fui conquistada por Jane Austen. São inclusive, essas primeiras linhas, as responsáveis por anunciar o diferencial da trama: apesar de tratar de temas tão comuns como relacionamentos, a crítica às convenções permeia toda a obra com um toque de ironia muito bem colocado.

Além de denunciar as convenções, o livro preocupa-se também em exaltar o amor como meio de salvação, amadurecimento e felicidade. Por esse sentimento, algumas personagens são capazes de deixar certas crenças de lado e se permitem enfrentar seus preconceitos, resultando em uniões inicialmente improváveis. Além disso, apenas os que se casam por amor (e não por interesse) conseguem atingir a verdadeira felicidade.

O título é outro aspecto importante na obra que, além de chamar a atenção dos leitores, também adianta os rumos da trama. É no relacionamento que se desenvolve entre Darcy e Lizzy que o orgulho e o preconceito se manifestam, tanto no receio de se envolver com alguém que não está a sua altura como no desprezo por alguém que causou uma primeira impressão tão ruim. 

Uma característica que também merece destaque é o fato do livro ser escrito em tom de confissão. O leitor tem acesso aos conflitos sentimentais das personagens e às impressões que elas possuem acerca do outros, o que contribui para que se sinta mais próximo do contexto da trama (apesar de ser a Inglaterra da virada do século XVIII para o XIX). A autora não se preocupa muito em descrever os ambientes, a menos que estes sejam de especial importância para a história, e prefere dar ênfase ao que há no interior de cada um, o que ajuda a explicar suas posturas e atitudes diante dos acontecimentos. 

O ponto alto da obra fica por conta dos diálogos, inteligentes e, assim como toda a obra, carregados de ironia. Os embates de Elizabeth com o Sr. Darcy são imperdíveis, bem como as conversas da moça com Jane, nas quais Lizzy consegue expressar com facilidade suas impressões sobre as pessoas com quem convive. O único problema, no entanto, é que a autora nem sempre sinaliza quais personagens estão falando, portanto, para não se perder, é preciso ficar bastante atento, o que não é difícil, já que se trata de uma narrativa bastante envolvente. 

Para quem deseja uma leitura leve e prazerosa, capaz de despertar a curiosidade sobre seu desfecho, Orgulho e Preconceito é uma ótima opção, além de ser um clássico da literatura que verdadeiramente merece esse título. 

Para os interessados, apenas um alerta: você poderá se envolver tanto que, ao final da trama, provavelmente estará completamente apaixonado por algumas das personagens. 

Sobre a colunista: 
Tullia Maria Erseni, tem 16 anos, cursa o 3º ano do Ensino Médio e mora no interior da Bahia. É bem capricorniana e uma das suas maiores paixões são os livros!

[Domingo Cult, por Tullia Maria] Pollyana, de Eleanor H. Porter

9 comentário(s)

Sinopse: A pequena Beldingsville, uma típica cidadezinha do início do século XX na Nova Inglaterra, Estados Unidos, nunca mais seria a mesma depois da chegada de Pollyanna, uma órfã de 11 anos que vai morar com a tia, a irascível e angustiada Polly Harrington. Por influência da menina, de uma hora para outras tudo começa a mudar no lugar. Tia Polly aos poucos torna-se uma pessoa melhor, mais amável, e o mesmo acontece com praticamente todos os que conhecem a garota e seu incrível "Jogo do Contente". Uma otimista incurável, Pollyana não aceita desculpas para a infelicidade e emprenha-se de corpo e alma em ensinar às pessoas o caminho de superar a tristeza.


“Mas existe... existe, sim, um motivo para ficar contente”

Será que é possível, mesmo em situações difíceis, vislumbrar o lado bom da vida? Por que nunca ficamos satisfeitos com aquilo que temos? Foi a partir de algumas dessas questões que Eleanor Porter escreveu, na década de 1910, o romance juvenil Pollyanna.

A história gira em torno de Pollyanna Whittier, uma norte-americana que, aos 11 anos de idade, fica órfã de pai. Depois dessa perda, ela vai morar em Beldingsville com a tia Polly Harrington, irmã da sua também falecida mãe, que apenas a acolhe porque considera isso um dever.
Apesar de ser tratada com indiferença pela tia (que nunca aceitou o casamento da irmã com o pai de Pollyanna), a menina jamais considera que Miss Polly não goste dela e considera, inclusive, que a proibição de falar no nome do pai, seja para o seu bem. Já Nancy, a empregada da casa (que logo se afeiçoa à garota), surge em defesa da garota, colaborando para que o ambiente se torne um pouco mais acolhedor.
Pouco a pouco, Pollyanna vai encantando a todos os moradores da cidade, conhecendo suas histórias e ensinando-os o jogo do contente. Mudanças incríveis acontecem na vida de Mrs. Snow e Mr. Pendleton, o que faz com que o médico da cidade, Dr. Chilton, chegue a “receitá-la” para seus pacientes que precisam de um pouco de alegria.
Entretanto, durante uma de suas saídas, a garota é vítima de um terrível acidente de carro que a faz perder o movimento das pernas. Será que mesmo em meio a essa difícil situação Pollyanna conseguirá reagir com otimismo? Ou o seu “jogo do contente” será deixado de lado? Vale à pena dedicar um tempinho ao livro para descobrir as respostas.
Apesar de escrito há quase cem anos, Pollyanna pode ser considerado um livro bastante atual, devido à sua temática: a dificuldade de nos satisfazermos com o que a vida nos oferece. Encontramos personagens que são privados de muitas coisas (bens materiais, saúde, companhia), mas que acabam percebendo que tudo depende da maneira como enxergamos a vida.
Escrito originalmente para o público infanto-juvenil, Pollyanna tem a capacidade de encantar a todas as idades com uma linguagem simples e uma protagonista que transparece otimismo. O “jogo do contente” apresentado na obra conseguiu (e consegue) encantar diversas gerações que, com toda a certeza, tentaram praticá-lo. Apesar de não conseguirmos manter o otimismo da protagonista, o fato de enxergarmos a vida cada vez menos como apenas um conjunto de deveres já faz com que a leitura tenha sido extremamente proveitosa.
A amizade também ocupa um papel de destaque na trama, já que Pollyanna conseguia se relacionar muito bem com todos, se preocupando com seus dilemas e conversando com eles. Em um mundo em que impera o egoísmo, isso surge como uma “pontinha” de esperança e como um alerta: é preciso resgatar o valor da amizade, do companheirismo e do altruísmo.
Outro ponto importante enfatizado pela história é a capacidade que nós temos de transformar a realidade. Quantas e quantas vezes acreditamos que sozinhos não poderíamos mudar nada? Pois Pollyanna nos mostra que isso é possível, ao disseminar uma nova maneira de enxergar a realidade que melhora a vida dos moradores de Beldingsville. Isso também se torna claro quando ela consegue ajudar Jimmy Bean, garoto órfão que se transforma em seu grande amigo, a encontrar um lar.
Pollyanna não é apenas mais um livro de auto-ajuda, já que se trata também de um romance. A história é bem construída e as tramas simplesmente aguçam a nossa curiosidade. Em alguns momentos pode até ser um pouco cansativo, mas a história da menina que vê o lado positivo da vida faz com que continuemos com vontade de desvendar a obra, o que acaba nos garantindo bons momentos de risos e reflexão. Com um desfecho emocionante, a obra deixa o leitor com um “gostinho de quero mais” que poderá ser saciado com a continuação da história, Pollyanna Moça.

[Domingo Cult] O Segredo de Chimneys, Agatha Christie - Por Tullia Maria.

6 comentário(s)

Autor: Agatha Christie
Editora: BestBolso
Nº de Páginas: 308
ISBN: 9788577990719

Adicione no Skoob: aqui.


Sinopse: O jovem Anthony Cade volta à Inglaterra depois de mais de vinte anos afastado do país com a missão de entregar os manuscritos com as memórias do conde Stylptitch a uma editora e cartas de um chantagista à bela Virginia Revel. Os originais e as cartas são roubados, e Anthony ajuda Virginia a esconder da polícia o cadáver encontrado na casa dela. Na mesma noite, o príncipe da Herzoslováquia é assassinado no palácio de Chimneys, onde está escondido um valioso diamante. Para desvendar o mistério e recuperar o manuscrito, o superintendente Battle, da Scotland Yard, conta com a ajuda do aventureiro Anthony. Envolvidos nesse suspense – no qual a romancista concentrou seu característico senso de humor – estão também o célebre ladrão “rei Victor”, o pomposo funcionário público George Lomax, o colecionador de livros raros Hiram Fish, o magnata Isaacstein e o velho proprietário de Chimneys, lorde Caterham, que só pretende, inutilmente, que o deixem em paz.

* Obs: Este post era para ter ido ao ar ontem, mas por motivos pessoais não deu para fazer a postagem no dia certo, espero que me desculpem e entendam. (Rapha.)

Fim de semana de comemoração! Pra mim, porque, depois de um tempinho de sumiço, estou voltando a escrever o Domingo Cult. E pra todos nós pelo aniversário do Doce Encanto! 

É incrível como esse blog que acaba de completar 1 aninho melhorou a minha vida... Eu nunca poderia imaginar, quando o visitei pela primeira vez, depois de ler uma divulgação da Rapha no skoob, que ganahria uma coluna aqui e que teria a oportunidade de escrever sobre aquilo que gosto!
 
Não vou dar os parabéns apenas à Rapha, que conseguiu reunir todos esses seguidores, mas a todos que, comentando, divulgando e participando das promoções fizeram esse mundo “Doce Encanto” crescer!
 
E para continuar colaborando (de maneira bem simples), trago mais uma resenha pra vocês!! Espero que gostem e que também leiam e comentem na minha resenha anterior (clique aqui para ler)! Um ótimo domingo, galera!!
Beijos,

Tullia Maria

Resenha: 

A vida é cheia de misteriosas surpresas e o Segredo de Chimneys é uma história que retrata muito bem isso. Ao voltar para a Europa, Anthony Cade jamais imaginaria que iria ter um reencontro com o seu passado e se envolver numa grande intriga internacional com direito a assassinatos na realeza.

Após encontrar um velho amigo na África, Anthony, que estava trabalhando como guia turístico, resolve aceitar a missão oferecida por seu conhecido: entregar algumas cartas para Virginia Revel, que estava sendo vítima de chantagem, e as memórias de um conde falecido a uma editora inglesa.

Chegando à Londres, Cade se depara com algumas surpresas: várias pessoas tentam convencê-lo a impedir que os manuscritos do conde sejam publicados. Depois de se negar, Anthony é vítima de um roubo, no qual são levadas as cartas comprometedoras.

A partir daí ele se envolve numa série de acontecimentos imprevisíveis: ajuda Virginia Revel a esconder o corpo de um homem assassinado na casa da moça e chega ao palácio de Chimneys no momento em que o príncipe da Herzlováquia é assassinado. Tudo isso acrescido de um detalhe comprometedor: Anthony, desde que chegou à Inglaterra, está se passando por seu amigo Jimmy McGrath.

O livro é formado por diversas tramas paralelas e, talvez por isso, o assassinato se torna secundário. O destaque dessa trama fica por conta das personagens (tão variadas) que a cada capítulo revelam uma nova característica da sua personalidade e surpreendem o leitor com suas atitudes.

O protagonista também foi um grande acerto. Anthony, apesar do caráter duvidoso e da vida “errônea” consegue conquistar a confiança do leitor e mostrar sua perspicácia durante a investigação. Durante a história, somos estimulados a torcer por sua inocência e somos surpreendidos com a inusitada revelação que ele faz após a resolução do mistério.

Para investigar “oficialmente” o crime há ainda o superintendente Battle, que leva às coisas mais à sério que Cade e consegue fazer certo suspense em relação às suas suspeitas. Confesso que dessa vez não consegui sentir a falta de Poirot (o detetive belga, protagonista de muitas tramas da Agatha), o que conta positivo para a obra, que aproveita muito bem as suas personagens.

Mais uma vez Agatha consegue nos brindar com um mistério intrigante, recheado de pistas contraditórias e interesses político-econômicos. E para os leitores que gostam de romance, o envolvimento de Virginia e Cade é um prato cheio, com direito a triângulo amoroso.

É uma ótima oportunidade de mergulhar numa aventura deliciosa e, até mesmo, mirabolante. O início pode até ser cansativo, mas se não desistir da leitura, o leitor encontrará belas surpresas, acompanhadas de um toque de humor. E, junto com as personagens, poderá tentar achar as respostas para as tantas questões que surgem, antes que o caso se transforme num acontecimento capaz de abalar a estrutura política de um país.


Sobre a colunista: 
Tullia Maria Erseni, tem 15 anos, cursa o 2º ano do Ensino Médio e mora no interior da Bahia. É bem capricorniana e uma das suas maiores paixões são os livros!

Domingo Cult, por Tullia Maria: Tanto Barulho por Tullia

3 comentário(s)
Oi, gente!

Mais um Domingo Cult e eu queria aproveitar a oportunidade para agradecer a todos aqueles que leem e comentam nas minhas resenhas! Vocês podem até não saber, mas eu respondo a todos na página de comentários (podem ir lá conferir)!

Como eu percebi que alguns comentaristas não são exatamente fãs de livros policiais, essa semana eu resolvi diversificar. Confesso que a surpresa que a obra de hoje me causou colaborou muito com essa minha decisão.

O livro dessa semana é muito especial pra mim, já que traz o meu nome no título. Quando descobri essa obra na internet, não pensei duas vezes e comprei. Não é exatamente o gênero que gosto de ler, mas acabei sendo conquistada por “Tanto Barulho por Tullia”.

Bom... Era isso que queria dizer a vocês! O resto está na resenha abaixo... Espero que gostem e continuem acompanhando meus escritos por aqui!

Um grande beijo,

Tullia Maria
@TulliaMaria
Autora: Ilaria Borrelli
Editora: Globo
Páginas: 162
Sinopse: Tullia tem 30 anos. Fotógrafa, tenta se firmar na profissão apesar da explícita má vontade do chefe machista. Ansiosa, não vislumbra futuro dos mais confortáveis ao lado do marido Luca, um alpinista cheio de projetos e eternamente desempregado. Marcada pelo péssimo histórico familiar, só tem uma certeza: filhos estão fora dos planos. Tudo é instabilidade na existência de Tullia, até que, em apenas dois dias, uma singular sequência de acontecimentos desencadeia transformações radicais em sua visão de mundo.
Ao descrever a acidentada jornada de Tullia ao encontro de suas próprias verdades, a autora Ilaria Borrelli faz uma reflexão sensível e divertida sobre a realidade da mulher contemporânea.