Quarta Nacional # 09 - Loraine Pivatto

8 comentário(s)
Boom dia (quase tarde) pessoal!!
Tudo bem?!

Bom, depois de quase 03 meses sem nenhuma edição da Quarta Nacional, eu voltei com ela \o/ hehehe.
E, como avisei sábado, a partir de agora, toda 1ª quarta-feira do mes, teremos a Quarta Nacional ;)
Espero que gostem da entrevistada de hoje ^^

Loraine Pivatto
"Loraine Pivatto é gaúcha, de Porto Alegre, formada em Informática e trabalha na área de TI há mais de 10 anos. Publicou seu primeiro romance, “Perseguição Digital”, em 2009, e desde então se entusiasmou em continuar escrevendo. Durante todo o ano de 2010 teve sessões semanais com o assessor literário James McSill (www.mcsill.net), que passou muita informação e a orientou sobre como estruturar um texto profissionalmente. Agora está com o segundo romance concluído, “Preto no Branco” e em processo de busca de editora."

Loraine, o que levou você a escrever um livro? Teve influencia de alguém ou era uma ideia que você sempre teve?
Não tinha essa ideia, foi algo que surgiu na minha vida por acaso. Quando menina, era mais agitada e gostava muito de jogos e esportes. Lia, mas nunca fui uma leitora voraz, como a maioria dos escritores. Gostava e sempre tive facilidade em escrever, mas realmente nunca tinha me passado pela cabeça escrever um livro. Até que surgiu a ideia de uma historia de invasão de privacidade através do computador, baseada no meu contato com a informática, e comecei a escrever, de brincadeira, mas a historia foi se encorpando e me dei conta que poderia virar um romance.

Quais são as suas maiores inspirações na hora da escrita?
Me inspiro em fatos cotidianos. Gosto de observar comportamentos e escrever sobre situações/dilemas comuns da sociedade.

Você trabalha com computadores, certo? A Joana, personagem principal do seu livro, também. A estória é totalmente fictícia, ou tem um fundinho verídico? 
Hehehe essa parece ser a maior curiosidade dos leitores, mas não, a história não é verídica. Claro que não vou dizer que “nunca” dei nenhuma “fuçada” em e-mail de namorado rsrsrsrs  Quando a curiosidade é muuuito grande e a senha é muuuito óbvia, não tem quem resista, né? rsrsrs  Mas somente “fuçadas” inocentes. Nada que chegue aos pés da Joana.

Como gosto de escrever sobre comportamentos, criei uma personagem obstinada e teimosa como a Joana, para, além da questão de crime cibernético, explorar também essa questão de relacionamentos dependentes, onde a pessoa dedica toda sua energia na relação e não sente prazer em outras coisas. Acho que isso acontece bastante e é legal refletir a respeito.

Perseguição Digital é seu primeiro romance. Você já está pensando em escrever outros livros?
Como já mencionei numa pergunta anterior, estou com o segundo romance concluído e estamos procurando editora aqui no Brasil. Tenho uma agente literária, a Isabel Fontes, de Portugal-Lisboa que está trabalhando o livro por lá e por isso, talvez seja publicado primeiro em Portugal do que aqui. Mas ainda não tenho nada oficial. Assim que for publicado, entrarei em contato para divulgá-lo.
Por enquanto, posso deixar com vocês uma sinopse da história.
Preto no Branco: “A cada nova flor no jardim, um novo perfume na vitrine. Márcia, a terceira flor da família De Angelis e uma das herdeiras da maior empresa brasileira de perfumaria e cosméticos, teria seguido os preceitos familiares, se não fosse por uma dolorosa revelação em sua infância. Obrigada a abandonar precocemente a ingenuidade e o romantismo, e compreender que criar expectativas sobre alguém e depender do seu amor é o melhor caminho para a frustração e o sofrimento, a menina romântica tornou-se uma mulher prática, forte e sagaz. Dona de um caráter irrefutável, confiante, bela e sedutora, Márcia aprendeu a lidar habilmente com os homens, preenchendo o seu tempo com muito prazer e diversão, sem jamais se entregar a um relacionamento que não lhe oferecesse garantias. Sabia que o casamento dos avós, sua referência de felicidade, era uma raridade praticamente em extinção nos tempos atuais, mas nem por isso se submeteria a uma relação frustrada, por acomodação, medo ou insegurança. Se fosse para amar, teria que ser um amor completo, sem sombras da hipocrisia que tanto criticava a sua volta. Mas, nessa busca pela verdade, Márcia acaba por se deparar com surpreendentes revelações sobre a sua família e descobre que entre o preto e o branco há uma infinidade de matizes”.
Quanto à publicação, Perseguição Digital foi uma publicação independente. É muito difícil conseguir editoras? Como é o processo?
Na verdade, Perseguição Digital não foi uma publicação totalmente independente, pois tive o assessoramento da editora Novos Peregrinos, aqui de Porto Alegre, que se encarregou de todos os trâmites necessários: registro na biblioteca nacional, ISBN, etc. O ISBN acabou saindo no meu nome, devido a uma confusão com o editor, por isso parece ter sido uma publicação independente, mas não, tive apoio editorial e também para distribuição dos exemplares.
Mas, respondendo a sua pergunta, é difícil sim conseguir uma editora, principalmente uma editora que esteja disposta a investir no autor, fazendo uma boa divulgação e distribuição do seu livro. E principalmente quando se é um autor iniciante. Publicar é apenas o primeiro passo. De nada adianta apenas publicar e o livro não ser divulgado na mídia, pois ficará perdido no fundo das prateleiras das livrarias. Mas como em qualquer área, todo início é difícil e trabalhoso. Acredito que conforme o autor vá ficando conhecido e tendo um bom retorno dos leitores, as portas vão se abrindo. Assim espero hehehe Isso eu poderei saber melhor daqui pra frente, quando concluir meus próximos livros.

Rapidinhas:
Um autor: Khaled Hosseini
Um livro: O caçador de pipas
Um momento: Minha primeira sessão de autógrafos, no lançamento de Perseguição Digital, na Livraria Cultura.
Uma música: Como os nossos pais
Uma pessoa: Madre Tereza de Calcutá
Uma frase: Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Um desejo: Me aperfeiçoar como escritora e conseguir produzir histórias que emocionem meus leitores.

Loraine, muito obrigada pela atenção, viu?! Agora fique vontade para deixar uma mensagem aos seus leitores e aos leitores do Doce Encanto.

Pessoal, quero agradecer o carinho e dizer que tenho ficado muito feliz com o retorno dos leitores de Perseguição Digital, que foi indicado ao Prêmio Codex de Ouro 2011, na Categoria Drama/Policial. Tem sido um grande incentivo para que eu continue escrevendo e procurando me aprimorar cada vez mais. Ler o que a Rapha escreveu sobre a história ter causado um “UAL”, foi muito gratificante e me mostrou que estou no caminho certo. Valeu, Rapha!!!

E para quem ainda não leu, aqui vai o convite: Vocês podem encontrar o livro nos sites das livrarias Cultura e Saraiva e também com ótimos descontos na Silociano (www.silociano.com.br), Parêntese Editora, Memme, etc. Sugiro que façam uma busca na internet, pois as ofertas são variadas.

Obrigada por estarem acompanhando o meu trabalho. Adorarei continuar tendo esse retorno nos meus próximos livros.

Grande beijo e fiquem com Deus.
Loraine

~

Como vocês puderam perceber, a Loraine é uma fofa, né?!

Loraine, super obrigada por ter aceito participar da Quarta Nacional, e por ter sido tão atenciosa comigo.
Ah... e quanto ao seu desejo, pode ficar tranquila porque eu tenho certeza que você já tem emocionado muuita geente! ;)
Muito sucesso para você!!

Confira outras entrevistas aqui:


Beeeijos!!

8 comentários:

Adriana disse...

Que legal a entrevista com a Loraine! Ela é demais de simpática e eu constatei isso quando, no ano passado eu comprei o livro dela e ela foi super atenciosa nos emails que trocamos! Adorei a palhinha que ela deu do novo livro dela, e espero sinceramente que alguma editora brasileira se desponibilize a publicá-lo, pois parece muito bom! Enfim, adorei tudo, bjinhos Rapha!

Mayara Pongitori disse...

Super fofa mesmo. Gostei de saber que ela está trabalhando em um novo livro.

Muito legal entrevistas para a gente conhecer um pouco mais o autor e tirar certas dúvidas, por exemplo, da questão de o livro Perseguição ser independente, o que achei que fosse também. E não conhecia essa livraria Silociano. Achei que fosse erro - Siciliano. hehehe

Bjooo

May
www.itcultura.com

Aline Gasparini disse...

Ah, adorei a entrevista ;*
A Loraine é realmente muito simpática. Estou louca para ler Perseguição Digital, inclusive estava em um book tour que teria esse livro mas infelizmente tive que sair. Espero em breve poder lê-lo.

Beijos&beijos
Book is life

Nana disse...

Oiee Rapha!
Ahh eu morri de rir com o prólogo de O Mundo de Vidro, muito criativo.

Adorei a entrevista, ainda não conhecia a autora...Z
Eu tenho O Caçador de Pipas, mas ainda não li =/

bjs
Nana - Obsession Valley

Niii disse...

Adorei Rapha!
cara! vida de escritor no brasil não é fácil!
já conhecia a Loraine! =)
Sucesso no trabalho!

Adriana Brazil disse...

Sempre digo, é uma das minhas colunas favoritas pelos blogs literários, entrevistas com autores!
Muito bom!!!
Hum, o James McSill é um ícone, e tive o privilégio de ter uma consultoria com ele, o cara é mestre em textos!
Sucesso para a autora!
bjus

Jean disse...

Oi moor ;*
parabéns pela entrevista, ficou show de bola ;D


Como vc gostou muito do livro, quem sabe eu não leio O.o eheuhae
PS: adorei a frase das rapidinhas.. ^^

bejo
;*

Rapha disse...

Dri: que bom que gostou flor *-*

May: eu tbm nao May, achei até que a Loraine havia escrito errado hahaha
hsuahushuahsu...

Aline: é do Book Tour mesmo, se der leia sim flor, pq é mto shooow *-*

Nana: hahaha eu tbm!

Nii: com certeza nao, mas um dia melhora ^^

Dri: oba!! \o/
eu nao conhecia ele, mas dps que a Loraine falou eu fui pesquisar, e vi que o cara é fera! hehehe

Jean: Oooi :)
hehehehe mas esse foi de Book Tour, eu nao tenho ele.
Dica: que tal comprar pra mim??! *-------*
Beeijo, te amo!

Beeijos

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